NeoBux

 ÓTIMA EMPRESA PTC RECOMENDO RECOMENDO RECOMENDO FAÇA SEU CADASTRO ATRAVÉS DO LINK E RECEBA ÓTIMAS PORCENTAGENS POR INDICADOS
COMO GANHAR 50 DÓLARES POR DIA NO NEOBUX
Todo mundo fala que o melhor PTC do mundo é o NeoBux, portanto pesquisei e andei estudando este site por diversos dias. A partir daí resolvi publicar este post, que pretende ser um guia para fazer dinheiro de VERDADE, em sites “pagos para clicar”, especificamente no NeoBux e melhor, sem gastar nada. O único porém é que você não ganhará 50 dólares por dia logo no começo. Você ganhará alguns centavos quando começar. O nome do jogo é PACIÊNCIA. Agora com este método, não estarei investindo nada para ganhar dinheiro. Se você tiver dinheiro para investir, ótimo, você verá o resultado muito mais rápido do que o meu. A chave para a “criação de dinheiro” no NeoBux são os referidos. É simples, se você não tiver referidos, você não fará dinheiro. Você pode alugar referidos diretamente do NeoBux. Os referidos são pessoas de verdade, e custam 25 centavos por mês cada um. Alguns serão ativos e alguns não. "Para reciclar" um referido não ativo por um ativo, você tem que pagar 8 centavos. Isto pode parecer muito, mas não é. Se você não reciclar os referidos inativos, você perderá dinheiro. Quando você conseguir 75 centavos clicando (se você não investir dinheiro) você pode comprar os seus 3 primeiros referidos, e é justamente onde a maioria erra. Perde-se alguns dias para ganhar 75 centavos, e as pessoas são tão ansiosas para comprar referidos, que eles compram logo que a sua conta atinge 0,75 dólares, quando as pessoas fazem isto, não percebem que eles não têm dinheiro suficiente para manter o aluguel de seus referidos, e os suas referidos conseqüentemente vão embora, porque não podem pagar por eles. Antes que você alugue referidos você deve ganhar 3 dólares clicando nos anúncios, e logo transferi-los para o seu “saldo de aluguer”. Desta forma você tem 1 dólar por referido e você será capaz de reciclá-los, se eles não forem ativos ou pagar para “guardá-los” durante mais um mês. Leva tempo para adquirir-se 3 dólares sozinho, mais ou menos 50 dias, mas deste modo você será capaz de guardar os seus referidos e trocar os inativos por ativos sem medo de você não ser capaz de pagar por eles. O auto-pagamento é muito útil. Logo que você alugue os seus 3 primeiros referidos acione o auto-pagamento. Os referidos custam 25 centavos por mês para mantê-los. Em vez de você ir pagando pelos referidos, o sistema cobra automaticamente por eles, enquanto você tem o auto-pagamento ativado. O que ele faz é, no primeiro clique que cada referido fizer por dia, pagará para ficar com ele mais um dia. Esta é a forma mais rápida, fácil e barata de manter os seus referidos. E também poupará 10%, pois o valor do aluguel de cada referido por dia é 0,0075, multiplicado por 30 dias, dá 0,225 Sacar muito cedo é o que a maioria que usa o NeoBux faz. Quando você solicita um pagamento (saque) é IMEDIATAMENTE transferido para seu Alertpay ou conta do Paypal. Para ver se o NeoBux não é scam, muitas pessoas ganham dois dólares clicando e logo sacam. Muito bem. Você agora tem DOIS DOLARES na sua conta do Alertpay/Paypal. Esses dois dólares deveriam ter sido postos para comprar referidos. Eu não sacaria até conseguir 1000 referidos. Continue alugando referidos por incrementos de 3 (você pode alugar com maior incremento depois, quando os seus referidos fizerem mais dinheiro), e continue até que você tenha 500 referidos. Isto tomará bastante tempo. É onde a maioria das pessoas desiste. Quando você conseguir 300 referidos, que é o máximo de referidos permitidos para membros Standartd, somente mantenha aqueles que você já tem. Continue fazendo isto até que o seu saldo chegue a aproximadamente 100 dólares, aí você usa 90 dólares para pagar um update para Golden. 100 dólares não tomarão muito tempo para juntar, uma vez que você tem 300 referidos, e uma vez que você faz um upgrade para Golden o seu lucro VAI DOBRAR. Isto é a grande jogada. Preço de membro Golden é 90 dólares por ano, mas em vez de conseguir meio centavo de cada anúncio com os cliques de seus referidos, eles passam a valer 1 centavo. O seu lucro dobra. Além disso o preço do aluguel cai para 0,0060 Continue alugando novos referidos depois que você fizer o upgrade para Golden. Lembre-se, você não sacou nada, e você não deveria até que você tenha 2000 referidos. Mas quando você realmente sacar, você será capaz de fazer 50 dólares por dia. Para quem está com vontade de se inscrever, mas não tem a mínima idéia de como fazer, siga este tutorial.
POST REPRODUZIDO BOA SORTE.


Site http://www.neobux.com/?rh=6C75616E6E6E

Fotos de Espiritos








O ENIGMA DAS PEGADAS DO DIABO




Um Krampus, companheiro de S.Nicolau na época Natalícia. Em vez de dar prendas, este ser mitológico castiga as crianças malcomportadas
© Copyright riptheskull and licensed for reuse under this Creative Commons Licence

No seu Livro dos Danados de 1919, Charles Fort reavivou o interesse num enigma supostamente paranormal, o qual ocorreu em 1855, no condado inglês de Devon. Este enigma veio a ficar conhecido como As Pegadas do Diabo e é também uma das histórias que me lembro com particular clareza de ter lido na minha infância, no capítulo dedicado ao paranormal, do livro das Selecções do Reader's Digest, O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico.

E de que trata este enigma? Ao que parece, na noite de 8 para 9 de Fevereiro de 1855, num dos Invernos mais frios de que havia memória, os habitantes do condado de Devon acordaram para um cenário no mínimo bizarro. Um rastro de pegadas de um animal com cascos, estendia-se por várias milhas. Foram avistadas em mais de 30 localidades diferentes, de tal forma que, assumindo que as marcas foram feitas por uma única criatura, a mesma teria de ter percorrido uma distância calculada entre 65 a 160 quilómetros numa única noite. Para além da extensão, outras singularidades acompanhavam as pegadas.



Desenho feito por uma das testemunhas do evento, publicada pelo The Illustrated London News, em 24 de Fevereiro de 1855. Fonte:Wikipedia

As mesmas pareciam ter sido feitas por uma criatura bípede e não quadrúpede, como seria de esperar se fosse um animal. Para além disso, as marcas formavam quase uma linha única, em vez de surgirem alternadamente à direita e à esquerda. E para acrescentar ainda mais ao mistério, as pegadas pareciam por vezes descrever padrões impossíveis. Acabavam junto de muros altíssimos, de montes de feno, e apareciam do outro lado dos mesmos, como se a criatura tivesse simplesmente pulado sobre eles. Apareciam do nada no meio dos campos e terminavam abruptamente, dando a entender que o autor das pegadas tinha simplesmente pousado e em seguida levantado voo. Foram também reportadas várias pegadas em cima de telhados e nos parapeitos de janelas.

Como é óbvio, não tardou muito para que as pessoas atribuíssem as pegadas ao próprio Diabo. Mas será que o anjo caído andou mesmo pelos campos de Devon? Vamos começar por tentar perceber se existem ainda fontes diretas do fenómeno, ou seja, manuscritos originais ou outros documentos pertencentes a testemunhas presenciais.


Igreja paroquial de Clyst St. George

© Copyright Robin Drayton and licensed for reuse under this Creative Commons Licence.

A bonita igreja paroquial de Clyst St. George teve como reitor o Reverendo Henry Thomas Ellacombe, um campanólogo de elevado mérito e também um reconhecido botânico. Diz-se inclusivamente que nos jardins da reitoria, o fantasma do Reverendo com a sua longa batina preta, ainda é por vezes avistado vagueando por entre as suas plantas... Menciono o Reverendo Ellacombe, porque a ele pertencem os únicos documentos originais e contemporâneos do enigma das Pegadas do Diabo. São constituídos por cartas, desenhos das marcas, menções a relatos de testemunhas e mesmo algumas observações curiosas feitas pelo reverendo, como por exemplo quando afirma que o seu cão ladrou continuamente na noite em que apareceram as supostas pegadas sobrenaturais. Para além destes documentos, as restantes fontes em primeira mão dos acontecimentos, resumem-se às cartas remetidas por testemunhas ao Illustrated London News, e publicadas na íntegra.

Permitam-me desde já que vos indique a melhor fonte de informação existente na Internet sobre este enigma ocorrido em Devon, há mais de 150 anos. Trata-se de um trabalho fantástico, elaborado pelo historiador Mike Dash, e cujo download integral em formato PDF pode ser feito neste link. Aproveitem enquanto o link existe, pois garanto-vos que não irão encontrar nada tão completo como este trabalho, cujo título é The Devil's Hoofmarks - Source Material on The Great Devon Mystery of 1855. Para além de reproduzir na íntegra todos os artigos que surgiram nos jornais da época, reproduz também alguns dos desenhos e documentos que estavam em poder do Reverendo Ellacombe.


Mosaico do Séc. II ou III A.C, encontrado em Caesaraugusta, atual cidade de Zaragoza, retratando os deuses Pan e Eros - Fonte:Wikipedia

A que conclusões chegou Mike Dash? O mesmo analisou a história, dividindo-a nos seus aspectos mais marcantes e analisando cada um deles com rigor. Depois investigou a fundo se as seguintes características da história eram ou não verdade:

As pegadas estavam realmente espalhadas por todo o condado de Devon? As pegadas foram mesmo encontradas em locais e condições estranhas? As pegadas eram todas semelhantes? As pegadas estavam bem definidas? Todos os animais domésticos reagiram ao fenómeno? E por fim, as pegadas eram na realidade únicas e nunca antes vistas?

Entre outras coisas, Mike Dash conclui que as pegadas não eram iguais em tamanho, não apareceram todas no curso de uma só noite e não formavam uma única linha reta que atravessava todo o condado de Devon. Acima de tudo, mostra com forte evidência documental, como esta história foi alterada, copiada e embelezada ao longo dos tempos, afastando-a imenso daquilo que são os poucos relatos das testemunhas originais. Apesar de tudo, Mike Dash não tira uma conclusão definitiva sobre a origem do fenómeno. Aliás, como o poderia fazer mais de 150 anos depois? Foram entretanto propostas mil e uma teorias, todas elas fora do âmbito do paranormal. Ratos, pássaros, texugos, cangurus, balões, conspirações, etc. E a sua teoria, qual é?

O PARANORMAL EM FOTOS - O FANTASMA DE FREDDY JACKSON


O fantasma de Freddy Jackson - Paranormal e Enigmas

Cada vez mais me convenço que muitas das histórias supostamente paranormais que lemos na Web, devem obrigatoriamente ser analisadas com espírito crítico. A razão é simples. Muitas dessas histórias contêm dados errados e, são por vezes totalmente falsas. No entanto, durante o trabalho de pesquisa, é possível encontrarmos uma verdade oculta ainda mais surpreendente do que a descrita na história inicial.

Os fenómenos paranormais são, pela sua própria natureza elusiva, alvos aliciantes para os céticos mais empedernidos. Com isso em mente, é fácil perceber que a análise descuidada de uma foto alegadamente paranormal, irá apenas contribuir para dar razão a todos os que procuram diminuir a importância do estudo deste tipo de fenómenos.

Vejam por exemplo a foto no início deste artigo. Supostamente a mesma mostra o fantasma de um mecânico da Royal Air Force, chamado Freddy Jackson. Seja qual for o site no qual a foto é mencionada, a história é quase sempre a mesma:

"Esta foto misteriosa, tirada em 1919, foi publicada pela primeira vez em 1975 por Sir Victor Goddard, um veterano da Royal Air Force. A foto mostra o esquadrão do qual Goddard fazia parte, e com o qual participou na I Guerra Mundial, a bordo do navio HMS Daedalus. É possível ver um rosto extra na foto, por trás do quarto aviador a contar da esquerda, na fila do topo. Este rosto seria supostamente o de Freddy Jackson, um mecânico que morreu num acidente com a hélice de um avião dois dias antes, e cujo funeral teve lugar no dia em que a foto foi tirada. Os outros elementos do grupo reconheceram claramente o rosto do colega. Tem sido sugerido que , sem ter ainda consciência da sua própria morte, Freddy Jackson decidiu participar na fotografia de grupo".


HMS Daedalus - Paranormal e Enigmas

Navio de guerra do séc. XIX, HMS Daedalus - Fonte: Ellis, R. 1998. ''The Search for the Giant Squid''. The Lyons Press.

Depois de ler este texto, podemos legitimamente colocar muitas perguntas. Por exemplo:

Quem tirou a foto? Como sabemos que foi tirada em 1919? Quem é Sir Victor Goddard e em que livro é que ele publicou a foto em 1975? Ele fez realmente parte da Royal Air Force? Onde está o original da foto? Existiu um navio HMS Daedalus? Existiu realmente um mecânico chamado Freddy Jackson, num esquadrão da RAF em 1919? Se existiu, como podemos saber a data da sua morte? Quais foram os elementos do grupo que conseguiram reconhecer Freddy Jackson? Como podemos saber se ele morreu antes da foto ser tirada? É possível que a foto tenha sido manipulada? Foi dada oportunidade a alguma entidade imparcial para analisar a foto ou o seu negativo? Vamos tentar obter uma resposta exata para todas estas questões e clarificar de algum modo este enigma com quase um século. Acompanhem-me então na minha investigação da foto do fantasma de Freddy Jackson.

Relativamente a Sir Robert Victor Goddard, não existem dúvidas de que se trata de uma pessoa real. Para além de lhe ser dedicada uma página da Wikipedia (aqui), a informação detalhada da carreira deste Air Marshal da Royal Air Force pode ser consultada na íntegra no site Air of Authority - A History of RAF Organisation. Para além de descobrirmos que Sir Victor Goddard esteve ligado a outros eventos no âmbito do paranormal ao longo da sua vida, não existem mais dados na sua biografia que nos permitam a priori relacioná-lo com a foto de Freddy Jackson. Apenas podemos concluir que em 1919, ano em que a foto foi supostamente tirada, Sir Victor Goddard detinha a patente de Airship Officer, e fazia realmente parte da Royal Air Force.

Será que Victor Goddard publicou algum livro em 1975 no qual esta foto apareceu publicada pela primeira vez? É neste ponto que deparamos com a primeira incorrecção, repetida exaustivamente em quase todos os sites que escreveram artigos sobre a foto do fantasma de Freddy Jackson. Sir Victor Goddard publicou efetivamente um livro chamado Flight Towards Reality em 1975. O tema principal do livro é um episódio relacionado com uma suposta viagem no tempo, vivida pelo autor em 1935. Victor Goddard faz algumas referências à foto de Freddy Jackson, mas não diz em parte nenhuma ter sido ele o autor da foto ou sequer que possui o original da mesma. Além disso a foto nem sequer aparece publicada no livro...

Podem saber mais sobre as experiências paranormais vividas por Victor Goddard, adquirindo o livro Flight Towards Reality, ou o DVD do filme de 1955, Night My Number Came Up. Este último está relacionado com um sonho premonitório, no qual o próprio autor morria num acidente aéreo.


Não é assim tão difícil descobrir onde e quando esta foto foi publicada pela primeira vez. Foi no jornal inglês The Daily Mail, em 1 de Julho de 1996. O artigo tem o título "The ghost of 1919; MYSTERY OF MECHANIC KILLED THREE DAYS BEFORE THIS PICTURE WAS TAKEN, `I have thought and puzzled over it for years'." , e pode ser consultado integralmente no site HighBeam Research. Existe a possibilidade de acederem de forma gratuita aos artigos durante sete dias, bastando para isso que se inscrevam no site. 
Este artigo é importantíssimo para a nossa investigação, uma vez que a informação ali obtida, permite-nos concluir que, antes de mais, Freddy Jackson existiu realmente. A personagem central do artigo do Daily Mail é Bobbie Capel, a viúva do Air Vice Marshal Arthur Capel, que conheceu pessoalmente Freddy Jackson.


A foto foi tirada em 1918 e não em 1919. O nome HMS (Her Majesty's Ship) Daedalus, era utilizado erradamente para designar a base aérea da RAF em Cranwell, o verdadeiro local em que a foto foi tirada. Muitos dos funcionários da base de Cranwell tinham o seu nome nas listas do navio HMS Daedalus (já desativado na altura), e daí a confusão entre os nomes. A foto foi tirada pela empresa Bassano's (não por Sir Victor Goddard), e uma cópia da mesma foi distribuída a todos os elementos do esquadrão. Segundo Bobbie Capel, o rosto de Jackson foi imediatamente reconhecido por todos (incluindo Victor Goddard), o que causou grande consternação, uma vez que tinha morrido uns dias antes, depois de tropeçar e embater numa hélice de um Sopwith Camel. Bobbie Capel diz também que o fotógrafo da Bassano's não tinha laços com ninguém do esquadrão, e que o mesmo foi até à base somente para tirar a foto, tendo saído de imediato. Para além disso, Bobbie Capel afirma que uma casa de fotografias contratada pela Royal Air Force não se atreveria a falsificar uma foto oficial. O negativo terá sido também analisado, mas quanto a este pormenor, fica-nos apenas a palavra de Bobbie Capel. Quanto a Freddy Jackson, e para os que ainda assim duvidem do testemunho de Bobbie Capel, o autor do fórum The Paranormal Gateway, alega ter conseguido confirmar nos arquivos da base da RAF em Cranwell, a prova documental da morte de Jackson, em 1918, vítima de acidente com uma hélice. Depois desta investigação, fiquei convencido de que existe uma forte possibilidade de a foto do fantasma de Freddy Jackson poder ser genuína. E você? 

"Sempre achei que nunca tinha visto um fantasma, mas não posso verdadeiramente dizer isso. Afinal de contas tenho esta foto, e a mesma contém sem dúvida a imagem do espírito de Freddy Jackson" - Bobbie Capel
 

O DESAPARECIMENTO MISTERIOSO DE FREDERICK VALENTICH - PARTE III


© Paranormal e Enigmas
Suicídio ou brincadeira que terminou em tragédia? Ambas as teorias foram analisadas nos meus dois artigos anteriores sobre o desaparecimento de Frederick Valentich. Analisei também a forma distorcida com que se tenta reforçar as teorias mencionadas, fazendo passar a imagem de Valentich como sendo um fanático do fenómeno OVNI.


Ainda assim, os defensores dessas teorias mencionam que existem muitos outros elementos na história de Valentich que nos permitem concluir que ele não tinha verdadeiramente intenção de chegar a King Island nesse dia. Analisemos pois alguns desses argumentos.

Valentich preencheu um plano de voo só de ida

Podemos encontrar alguns documentários onde esta ideia é transmitida, como por exemplo no documentário do Canal História (e que pode ver aqui, em português, no YouTube). Conforme se pode verificar com facilidade esta ideia é completamente falsa. Os ficheiros oficiais são claros ao provarem que Valentich preencheu um plano de voo de ida e volta:


Valentich não pediu antecipadamente para acender as luzes da pista de pouso/aterragem em King Island

Quase todos os artigos ou documentários sobre o desaparecimento de Valentich, usam este argumento como prova de que o mesmo não tinha intenção de ir até King Island, uma vez que seria de noite quando lá chegasse. Vejamos:

  • Valentich levantou voo de Morabin às 18:19 (Hora local)
  • O pôr do sol  em Cape Otway foi às 18:50
GMT
  • Às 19:00 confirma a sua posição em Cape Otway (daqui até King Island seriam apenas mais 28 minutos de voo)
  • Às 19:12 Valentich fez a sua última comunicação
  • Somente às 19:21 o céu ficou totalmente escuro (última luz)

Se Valentich tivesse partido de Moorabin à hora que constava do plano de voo, 17:45, teria chegado a King Island antes das 19:00, ou seja, quase meia-hora antes de ficar totalmente escuro. Mesmo tendo levantado voo às 18:19, é natural que Valentich, que apenas tinha feito um voo noturno previamente, pensasse que era possível chegar a King Island ainda com luz. E não estava muito enganado. Se tudo tivesse corrido normalmente, a chegada seria às 19:28, sete minutos apenas após o céu ficar totalmente escuro naquela zona da Austrália.

Outro pormenor interessante, reside no fato de o oficial de serviço em King Island (Brian Jones) que foi chamado de emergência às 19:15 (quando Valentich reportou problemas no motor), estar nesse momento a jogar golfe, o que também parece confirmar que a essa hora ainda havia luz suficiente. Para além disso, assim como Melbourne conseguiu avisar o oficial de serviço em King Island via rádio, se por acaso Valentich necessitasse das luzes da pista, não seria igualmente fácil fazer esse pedido a Melbourne pela mesma via?

Farol de Cape Otway, local onde às 19:00 Valentich confirmou a sua posição via rádio
By csett86 (Christoph Settgast, Germany) (Flickr) [CC-BY-SA-2.0], via Wikimedia Commons
Valentich afirmou que iria apanhar três passageiros em King Island mas não havia passageiros à sua espera

Penso que a explicação para esta aparente contradição, pode ser encontrada no seguinte trecho dos ficheiros oficiais:



Pelo que podemos ler no texto acima, Valentich declarou à empresa Southern Air Services, a quem alugou o Cessna 182L, que tinha a intenção de ir a King Island apanhar três passageiros, mas  na realidade, eles achavam que ele ia buscar lagostins.

Como a empresa não permitia o transporte de lagostins, é natural que Valentich tenha ocultado o verdadeiro motivo do seu voo, e inventado a história dos três passageiros. E de fato, Valentich tinha uma encomenda de um lagostim, da parte do seu colega Ron Grandy do Air Training Corps. A sua família e namorada também tinham conhecimento que o voo até King Island, tinha como objetivo principal a compra de lagostins. 

Brian Jones, o oficial de serviço em King Island, que deu origem à operação de busca e salvamento, declara no documentário The Unexplained Files (que podem ver no meu primeiro artigo desta série), que não era possível comprar lagostins em King Island nesse dia, porque falou com alguns pescadores, e nenhum deles tinha lagostins para vender. Mas será que Brian Jones falou com todos os pescadores e investigou todos os locais onde Valentich poderia se ter dirigido para comprar lagostins? 

A este respeito, a publicação International UFO Reporter, de Dezembro de 1978, menciona uma experiência curiosa. O investigador Paul Norman fez questão de ir até King Island, por volta das 20:00, para tentar comprar lagostins, sem ter feito qualquer encomenda prévia. Foi com facilidade que encontrou vários pescadores dispostos a fazê-lo.

O avião de Valentich nunca apareceu no radar do Controlo de Tráfego Aéreo de Melbourne

A explicação para o fato de o Cessna de Valentich nunca ter aparecido no radar, pode ser vista (ouvida) no documentário Australian Mosaic de 1989, da televisão australiana SBS:


Steve Robey confirma que, quando Valentich perguntou se existia alguma aeronave militar na imediações, foi de imediato à sala de controlo verificar o radar. Mas, segundo o próprio, a altitude a que Valentich voava, abaixo de 1500 metros, não era suficiente para o seu Cessna (ou a outra suposta aeronave) aparecer no visor.

Se a altitude não era suficiente, porque motivo os aviões que pouco tempo depois participariam na operação de salvamento, e que voavam a altitudes de 150 metros, foram observados na radar de Melbourne? Aparentemente a explicação reside numa propagação de radar "anómala", que em determinadas circunstâncias permite que os radares de Melbourne captem inclusivamente as zonas mais altas de King Island (cerca de 200 metros de altitude). De acordo com os ficheiros oficiais, a noite de 21 de Outubro de 1978 foi uma das noites em que esse fenómeno ocorreu.

Em resumo, é normal que o Cessna de Valentich não tenha sido detetado no radar, mas também existe a possibilidade de Valentich se ter dirigido noutra direção, que não para King Island.

Valentich disse à sua namorada, Rhonda Rushton, que se encontraria com ela nessa noite às 20:00, quando sabia que não iria conseguir chegar a tempo

É certo que Valentich disse ao seu pai Guido Valentich, que estaria de volta de King Island por volta das 22:00. Também disse ao seu amigo Ronald Grandy do ATC que iria jantar com ele nessa mesma noite, às 22:00.

Porque motivo diria então à sua namorada que chegaria às 20:00, quando sabia que não era possível? O pai de Valentich, afirmou numa entrevista, que desconfiava de algo estranho no depoimento de Rhonda:



Para além desta aparente contradição, Rhonda Rushton também mencionou que Frederick Valentich lhe ofereceu um anel de amizade, 10 dias antes da data de aniversário de namoro, a qual costumavam comemorar todos os meses. Pese embora Rhonda tenha dito por várias vezes a Valentich que a data não estava correta, ainda assim Valentich insistiu em dar-lhe o anel. Poderia Valentich estar de alguma forma a despedir-se?

Apesar de todas as teorias que tentam explicar este acontecimento de forma convencional, não podemos excluir a hipótese de Valentich ter falado a verdade. Afinal de contas, parecem existir vários relatos de OVNIS no dia do seu desaparecimento, e até mesmo uma estranha foto, que até hoje não foi explicada de forma conclusiva. A hipótese OVNI, será por mim analisada, no próximo (e também último) artigo sobre este enigma fascinante.
 
Design by Luan